14 dez 2022

O que é mercado livre de energia e como funciona?

O mercado livre de energia é uma estratégia para as empresas, grandes consumidores, que buscam maneiras de diminuir custos, otimizar processos e, em alguns casos, até aumentar a rentabilidade da edificação. O modelo de negócio consiste em escolher a distribuidora de energia que o empreendimento irá contratar e consumir.  

De acordo com a Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel), o mercado livre de energia passou a responder por 34% de toda a energia no Brasil, contra 32% em 2020. O aumento se deve pelo ingresso de 5.407 unidades consumidoras no mercado livre, registrando alta de 25% no último ano. Neste momento, o Brasil tem mais de 11 mil clientes livres, entre indústrias, centros comerciais, shoppings, hospitais, entre outros negócios.  

Se você ainda não avaliou essa alternativa para a sua edificação, confira a seguir como funciona e as vantagens de ingressar no mercado livre de energia.  

 

O que é o mercado livre de energia? 

Geralmente voltado para unidades de médio a grande porte, o mercado livre de energia é um ambiente competitivo onde são negociados preço, prazo, volume e forma de pagamento diretamente com os geradores e comercializadores de energia elétrica.   

Desse modo, os consumidores podem escolher de quem comprar energia, dar lances de quanto estão dispostos a pagar e negociar a duração do contrato.  

Às organizações que fornecem o serviço elétrico cabe oferecer fontes limpas de energia, como geotérmica, eólica, biogás, solar, entre outras. Portanto, elas precisam de autorização da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para vender energia no mercado.  

 

Como funciona o mercado livre de energia?

O mercado de energia elétrica no Brasil é dividido entre duas formas de negócio: o Ambiente de Contratação Regulada (ACR), composto por consumidores cativos, e o Ambiente de Contratação Livre (ACL), em que estão os consumidores livres.  

No primeiro, os consumidores compram energia das companhias responsáveis pela distribuição em suas regiões. Com as tarifas reguladas pelo governo, cada consumidor paga uma fatura mensal que engloba o serviço de distribuição e produção de energia.  

Já no Ambiente de Contratação Livre (ACL), o consumidor é quem compra a energia e negocia as condições. Nesta modalidade, o consumidor possui dois contratos: um com a distribuidora, que concede a fiação para transmitir o serviço, e outro com a geradora, que comercializa a energia.  

Algumas empresas, que fazem parte de grandes indústrias, necessitam de formas elétricas mais intensas em suas atividades. Nesse cenário, acabam migrando para a contratação do serviço no mercado livre de energia, pois conseguem encontrar melhores condições e negociar valores inferiores aos normalmente pagos no Ambiente de Contratação Regulado. 

Para comprar energia, as unidades firmam contratos com as inúmeras opções disponíveis no mercado livre de energia. De modo geral, os fornecedores buscam oferecer um contrato de longo prazo com preço convidativo, já os consumidores procuram por um contrato de curto prazo e com baixo custo. Neste contexto, a negociação acontece com a mediação das comercializadoras de energia para que haja um equilíbrio entre os interesses e objetivos de ambas as partes. 

Em relação ao preço, existem muitas variáveis que impactam nesta questão. Entre elas, a duração do contrato formalizado e o tipo de energia contratada. Além disso, o mercado livre de energia requer processos de migração, garantias financeiras e cumprimento de exigências legais. 

 

Principais vantagens de contratar energia pelo mercado livre

Um dos principais benefícios da adesão ao mercado livre de energia é a redução dos custos, visto que a energia é contratada diretamente com o fornecedor, induzindo a um preço mais competitivo que o Mercado Cativo.  

Segundo um levantamento da Abraceel, estima-se que os contratos livres geram uma redução média anual de 23% no preço da energia em relação ao que é praticado pelas distribuidoras tradicionais. É o caso, por exemplo, do Palácio Austregésilo de Athayde, administrado pela Engepred. Desde abril de 2018, o empreendimento localizado no centro do Rio de Janeiro integra o mercado livre de energia. Além de economizar cerca de 25% nas despesas com energia desde então, o empreendimento conta com mais um requisito de sustentabilidade ao contratar energia de fontes renováveis. 

Outro ponto que pode ser levado em consideração é a liberdade de escolha, pois no mercado livre de energia o consumidor pode analisar qual geradora atende melhor às suas necessidades e negociar as melhores condições de contratação, que sejam compatíveis com a própria situação financeira.  

Além disso, o mercado livre de energia permite que os consumidores contratem o volume energético de acordo com a demanda das suas empresas e tenham controle sobre o tipo de energia que estão consumindo, uma vez que podem optar por contratar apenas fontes renováveis de energia.  

 

Cuidados ao entrar para o mercado livre de energia

Qualquer indústria ou comércio que esteja conectado em média ou alta tensão pode entrar no mercado livre de energia no Brasil, mas é preciso ficar atento a alguns pontos e seguir um passo a passo para uma contratação de sucesso. O primeiro procedimento a ser feito, de acordo com as recomendações da Abraceel, é avaliar requisitos de tensão para identificar se há uma demanda mínima de 500 kW.  

Depois, é importante analisar as cláusulas dos contratos com a distribuidora. Por exemplo: em uma contratação de 12 meses, às vezes é exigido que o cancelamento seja anunciado com seis meses de antecedência, sendo prevista multa em caso de descumprimento por parte do contratante. 

A Abraceel também recomenda que o consumidor faça um estudo de viabilidade econômica antes de contratar quaisquer serviços, comparando os gastos deste com o mercado cativo. Vale ressaltar que a compra de energia é feita de duas maneiras: por meio de contratos de compra em ambiente de contratação livre (CCEAL) ou de contratos de compra de energia incentivada (CCEI). Tais contratos podem ser comprados de comercializadores, geradores ou outros consumidores.  

Em resumo, a migração para o mercado livre de energia precisa de planejamento e gestão de contrato pelos consumidores livres que, por sua vez, devem analisar todas as questões burocráticas e assuntos financeiros antes de aderir a este modelo de negociação de energia.  

Com experiência na migração de grandes empreendimentos para o mercado livre de energia, como o case do Palácio Austregésilo de Athayde, a Engepred pode te ajudar a avaliar se esta é também a melhor opção para o seu edifício. Fale com um de nossos consultores